Gabriela du Saint

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Os olhos são de brincadeira!

Em Sopros dos Sopros, novembro 27, 2009 às 4:10 am

Gabriela: Ser-de-lá, o que é isso no seu peito?

Ser-de-lá: É o lá!

Gabriela: Ser-de-lá… você é do lá. E o lá? É seu também?

Ser-de-lá: Sim. O lá é meu, meu cá!

Gabriela: Com isso, me dizes que só podes ficar se cá estiver?

Ser-de-lá: Sim!

Gabriela: Então, traga cá! Sempre soube que Ser-de-lá não existiria sem um cá… E sempre soubestes que nunca gostei de metades! Prefiro flocos!

Ser-de-lá: E se lá não quiser ser cá?

Gabriela: Seja o Ser-de-cá, lá! O importante, é o Ser. (De-cá ou de-lá, de-lá ou de-cá, isso não importa!)

Ser: Du Saint, hoje as nuvens estão alegres!

Du Saint: Por quê? Elas te disseram?

Ser: Sim, porque brincavam de formar o céu! Vi que se escondiam atrás das árvores e depois começaram a contrastar com fios da cidade.

A cidade é tão feia, tem mais fios que árvores!

Ultimamente tenho achado tudo muito feio, tudo que é externo, que não provém da natureza por ela mesmo.

O homem invadiu de uma forma a surrupiar a beleza da estação, mas ainda assim existe a natureza viva, como as nuvens que hoje eram límpidas e tinha buracos azuis entre uma e outra!!

Du Saint: Se até as nuvens brincam de formar céu, por que não podemos brincar de fazer bolhas? Escuta esse sopro:

Sopro: Ninguém te disse? Que a insanidade é sã no mundo das bolinhas?

E que os cachorrinhos de pelúcia mordem cereais de chocolate?

A brincadeira de Saint é assim, é um jogo com regras confusas porém claras.

É um jogo com um líder invisível, que dita as palavras na mente dos que querem brincar.

É a liberdade que levada ao extremo se torna em prisão, em vício.

Contudo é o prazer, é um não pensar, é um agir, é o não esperar, é o jogar por jogar sem querer ganhar.

A vitória ou a derrota, (Que são a mesma coisa.)

Configuram o fim do jogo, e o jogo não pode ter fim. Se ele acabar, acaba-se o prazer.

Porque o jogo, é um impulso confiante e seguro, é um fluir conectado, é a morte gerando vida e a vida gerando morte.

É a alegria na tristeza e a tristeza na alegria.

É o um e o três se encontrando no dois. Tudo é duplo, oposto, complementar, concorrente, paralelo, relativo.

Tudo é tudo. Onde tudo é nada.

A voz nunca para de falar!

Quando ele disse isso eu quis entender, e logo quis não querer. E mais, vi e mudei o ver. Pois a única coisa que podemos mudar são os olhos. Porque os passos são os mesmos, o chão é o mesmo…

(Ai ai, como é limitado esse olhar de baixo! Estou pronta para subir, e ver lá de cima. Subir para além da linha do tempo. Subir tão alto que o espaço se torna um ponto. Esse é o meu plano!)

Ah! O ponto, a linha e o plano!

Du Saint: Ser, Sabe por que tudo faz tanto sentido? Porque a insanidade é sã no mundo das bolinhas!

Elevador

Em Sopros dos Sopros, setembro 9, 2009 às 6:59 am

Depois de 3 segundos, o Sopro me contou este fato:

“Estávamos no subsolo esperando um elevador.

A ascensorista dizia: Só podemos subir!

E subíamos até o térreo.

No térreo, podíamos subir ou descer… quisémos subir.

Ao atingirmos o andar superior, só tínhamos uma opção: descer!

Moral deste sopro: É no térreo que se escolhe!”

E foi-se embora, não o Sopro, o Sopro ficou, foi sem embora a… é.. hum… a essência dele… Lágrima.Lágrima.Lágrima!

Sempre acontece isso, mas nunca acostumo! Hunf! Enxuguei as gotas com o pulso…

Mosquito Pó

Em Sopros dos Sopros, setembro 9, 2009 às 5:52 am

Enquanto eu vagalumiava por aí, encontrei um Sopro.

Para quem ainda não os conhecem, vou fazer um breve relato:

Os Sopros são uns caras muito bacanas, são um pouco agitadinhos, as coisas para eles, são sempre muito depressa!

Eles formam uma família muito grande, mas todos tem o mesmo tamanho, quase sempre eles vêm em bando correndo e estão sempre falando!

Nestas horas eu me esforço ao máximo para ouvir o que dizem, pois é sempre muito interessante. Mas dificilmente consigo sugurar um deles… Parece até que ficam rodeando a minha cabeça… Fazem um zum-zum-zum…zium, e se vão.

Entretanto, tem vezes que um deles aparece sozinho, é como se ele se rendesse, isso é um pouco triste, porque depois que ele faz isso, parece que ele morre. Mas ele não morre, ele fica mudo. Não! Ele fica congelado na mesma história, e repete ela sempre que você quiser (como um gravador, mas eu não gosto de ver eles desta forma).

Aí… a gente pode grudar um no outro, pode fazer chaveiro, colar, brinco… qualquer coisa que possa ser carregada. Não é bom largar eles em qualquer lugar… Uma coisa muito interessante é  trocar eles com alguém.

Bom, este falou comigo claramente…

E foi isso que ele me disse:

“Existe um mosquito, que morde minhas pernas quando estão debaixo da mesa….

Ele suga meu sangue.

E quando fica bêbado, tonto e gordo… eu bato uma palma e ele cai no chão!

Eu digo forte: Lembre-se! Tu és pó-de-ser (expressão emprestada)!

Palmas servem para me lembrar… lembrar, que devo sempre matar este mosquito!”

Aí, ele ficou calado por um tempo…

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